Tysabri 20mg/mL, 1 Frasco 15mL - Intravenoso
Princípio ativo: Natalizumabe
Fabricante: Biogen
Indicações
Tysabri (natalizumabe) é indicado como terapia única no tratamento de formas muito ativas da Esclerose Múltipla recorrente-remitente (EM) nos seguintes grupos de pacientes:
Pacientes com atividade elevada da doença apesar do tratamento com outros medicamentos ou;
Pacientes com Esclerose Múltipla recorrente-remitente grave com rápida evolução.
Contraindicações
Tysabri (natalizumabe) é contraindicado para pacientes com história de alergia (hipersensibilidade) ao natalizumabe, ou a qualquer outro componente da fórmula.
Tysabri (natalizumabe) é contraindicado para pacientes que tem Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP). A LMP é uma infecção rara do cérebro.
Também é contraindicado para indivíduos que apresentem problemas graves no sistema imunológico (imunocomprometidos) devido a alguma doença, como por exemplo HIV, ou que estejam ou estiveram em tratamento com medicamentos imunossupressores (como, por exemplo, mitoxantrona ou ciclofosfamida).
A combinação de Tysabri (natalizumabe) com betainterferonas e acetato de glatirâmer é contraindicada.
Tysabri (natalizumabe) é contraindicado em pacientes com câncer ativo, a menos que seja um câncer de pele chamado de carcinoma das células basais.
Como usar
Tysabri (natalizumabe) apresenta-se em forma de solução concentrada que deve ser diluído em soro fisiológico antes da administração na veia do braço (por infusão intravenosa). Quando diluída em 100 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9%, a solução para infusão contém aproximadamente 2,6 mg/mL de natalizumabe.
A infusão intravenosa dura aproximadamente 1 hora.
Tysabri (natalizumabe) deve ser preparado e administrado por um médico ou profissional de saúde.
Cada embalagem de Tysabri (natalizumabe) contém um 1 frasco-ampola com uma única dose de 15 mL de solução concentrada. Cada dose de Tysabri (natalizumabe) contém 300 mg, administrada a cada 4 semanas.
Alguns pacientes apresentaram reações alérgicas ao Tysabri (natalizumabe). Por isso, recomenda-se que o médico fique atento a qualquer sinal de reação alérgica durante a infusão e durante a hora seguinte ao procedimento.
Duração do tratamento
A duração do tratamento deverá ser determinada pelo seu médico. É importante continuar, e não alterar, o uso de Tysabri (natalizumabe) a menos que seu médico aconselhe o contrário.
É importante que você continue seu tratamento pelo tempo que você e seu médico decidirem que estará trazendo benefícios para você. O tratamento contínuo com Tysabri (natalizumabe) é importante, especialmente durante os primeiros meses, porque os pacientes que receberam uma ou duas doses de Tysabri (natalizumabe) e então fizeram um intervalo no tratamento de três meses ou mais, foram mais propensos a ter reações alérgicas quando reiniciaram as infusões.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Precauções
Tysabri apresenta-se em forma de solução concentrada que deve ser diluído em soro fisiológico antes da administração na veia do braço (por infusão intravenosa). Quando diluída em 100 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9%, a solução para infusão contém aproximadamente 2,6 mg/mL de natalizumabe.
A infusão intravenosa dura aproximadamente 1 hora.
Tysabri deve ser preparado e administrado por um médico ou profissional de saúde.
Posologia do Tysabri
Cada embalagem de Tysabri contém um 1 frasco-ampola com uma única dose de 15 mL de solução concentrada. Cada dose de Tysabri é de 300 mg, administrada a cada 4 semanas.
Alguns pacientes apresentaram reações alérgicas ao Tysabri. Por isso, recomenda-se que o médico fique atento a qualquer sinal de reação alérgica durante a infusão e durante a hora seguinte ao procedimento.
Duração do tratamento
A duração do tratamento deverá ser determinada pelo seu médico. É importante continuar, e não alterar, o uso de Tysabri a menos que seu médico aconselhe o contrário.
É importante que você continue seu tratamento pelo tempo que você e seu médico decidirem que estará trazendo benefícios para você. O tratamento contínuo com Tysabri é importante, especialmente durante os primeiros meses, porque os pacientes que receberam uma ou duas doses de Tysabri e então fizeram um intervalo no tratamento de três meses ou mais, foram mais propensos a ter reações alérgicas quando reiniciaram as infusões.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Tysabri?
Caso você perca uma dose, combine com seu médico para administrá-la assim que puder. A partir daí continue o tratamento com a administração da dose de Tysabri a cada 4 semanas.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou do seu médico, ou cirurgião-dentista.
Efeitos colaterais
Como qualquer medicamento, Tysabri (natalizumabe) pode causar reações adversas, embora nem todas as pessoas tenham estas reações adversas.
Fale com seu médico ou enfermeira imediatamente se você perceber qualquer um destes sintomas a seguir.
Sintomas de infecções sérias incluindo:
Febre inexplicável;
Diarreia grave;
Falta de ar;
Tontura prolongada;
Dor de cabeça;
Perda de peso;
Letargia;
Visão prejudicada;
Dor ou vermelhidão nos olhos.
Um grupo de sintomas causados por uma infecção séria no cérebro incluindo:
Mudanças na personalidade e no comportamento tais como confusão, delírio ou perda da consciência, convulsões, dor de cabeça, náusea/vômito, rigidez do pescoço, sensibilidade extrema a luz intensa, febre, erupção cutânea (em qualquer parte do corpo).
Estes sintomas podem ser causados por uma infecção do cérebro (encefalite) ou na sua membrana de cobertura (meningite).
Sinais de reação alérgica ao Tysabri (natalizumabe), durante ou logo após sua infusão:
Erupções na pele com coceira (urticária);
Inchaço no rosto, lábios ou na língua;
Dificuldade em respirar;
Dor ou desconforto no peito;
Aumento ou queda da pressão arterial (seu médico ou enfermeira perceberão qualquer alteração se estiverem monitorando sua pressão arterial).
Sinais de um possível problema no fígado:
Amarelamento da pele e da parte branca dos olhos;
Urina com cor escura.
As reações adversas listadas abaixo estão de acordo com a frequência com que foram relatadas em ensaios clínicos com Tysabri (natalizumabe) ou durante a experiência pós-comercialização:
Frequência das Reações Adversas | |
≥ 1/10 (≥ 10%) | Muito comum |
≥ 1/100 e < 1/10 (≥ 1% e < 10%) | Comum (frequente) |
≥ 1/1.000 e < 1/100 (≥ 0,1% e < 1%) | Incomum (infrequente) |
< 1/1.000 (< 0,1%) | Rara |
Reação muito comum (ocorre em 10% ou mais dos pacientes que utilizam este medicamento)
Cansaço;
Desconforto abdominal;
Diarreia não especificada;
Dor de cabeça;
Dor de garganta e coriza ou nariz entupido;
Dor em braços e pernas;
Dor nas articulações (juntas);
Dor nas costas;
Enjoo (náuseas);
Erupções na pele;
Infecções das vias urinárias;
Infecção de trato respiratório inferior;
Inflamação da vagina;
Inflamação do trato gastrointestinal (estômago e intestinos);
Tontura;
Gripe.
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Ausência de fluxo menstrual;
Arrepios;
Câimbras;
Cisto no ovário;
Coceira (irritação da pele);
Cólicas antes ou durante a menstruação;
Dermatite (inflamação da pele);
Dispepsia (dor ou mal-estar na parte alta do abdômen);
Dor de dente;
Dor faringolaríngea;
Febre;
Flatulência;
Inchaço dos membros inferiores;
Infecções de dente;
Inchaço nas articulações (juntas);
Infecção viral;
Incontinência urinária;
Lesões na mucosa da cavidade oral;
Menstruação irregular;
Pele seca;
Prisão de ventre;
Sudorese noturna;
Sinusite;
Sonolência;
Tonsilite (amidalite);
Tosse;
Tremor;
Vertigem;
Vômitos.
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Aderência abdominal;
Apendicite;
Alergia grave (hipersensibilidade);
Cálculo na vesícula biliar;
Ideias suicidas;
Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP);
Obstrução intestinal ou estenose (estreitamento);
Pneumonia;
Redução nas plaquetas do sangue;
Contusões que aparecem com facilidade (púrpura).
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Infecções não habituais (infecções oportunistas);
Anemia severa (diminuição das suas células vermelhas do sangue que pode tornar sua pele pálida e pode fazer você se sentir falta de ar e sem energia).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Composição
Cada 1,0 mL da solução concentrada de Tysabri contém:
20 mg de natalizumabe.
Excipientes: fosfato de sódio monobásico monoidratado, fosfato de sódio dibásico heptaidratado, cloreto de sódio, polissorbato 80 e água para injetáveis.
Superdose
Nenhum caso de superdosagem foi relatado.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Interações medicamentosas
Fale com seu médico se você tomou recentemente ou ainda está tomando algum outro medicamento, inclusive medicamentos isentos de prescrição médica.
Você não pode utilizar Tysabri (natalizumabe) se estiver se tratando com betainterferonas ou acetato de glatirâmer.
Você não poderá utilizar Tysabri (natalizumabe) se você se tratou recentemente ou ainda está se tratando com medicamentos que afetam o sistema imune como, por exemplo, mitoxantrona ou ciclofosfamida.
Se precisar fazer uma consulta em um hospital por causa de qualquer tratamento ou exame de sangue, lembre-se de informar ao médico ou profissional de saúde que está utilizando Tysabri (natalizumabe), pois este medicamento pode afetar os resultados destes exames.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Ação da substância
Resultados de Eficácia
A eficácia do Natalizumabe na monoterapia foi avaliada em um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo com duração de 2 anos (estudo AFFIRM) em pacientes com Esclerose Múltipla (EM) recorrente-remitente que apresentaram pelo menos 1 surto clínico durante o ano anterior à inclusão no estudo e tiveram uma pontuação entre 0 e 5 na escala EDSS de Kurtzke (Expanded Disability Status Scale – Escala Expandida do Estado de Incapacidade).
A média de idade era de 37 anos, com uma duração média da doença de 5 anos. Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente numa proporção de 2:1 para receber Natalizumabe 300 mg (n = 627) ou placebo (n = 315), de 4 em 4 semanas até um máximo de 30 infusões. Foram realizadas avaliações neurológicas de 12 em 12 semanas e sempre que houve suspeita de recidiva. Foram realizadas anualmente avaliações por imagem de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) para detecção de lesões T1-ponderadas realçadas por gadolínio (Gd) e lesões hiperintensas T2.
As características e resultados do estudo são apresentados no quadro a seguir.
Estudo AFFIRM: Principais características e resultados | ||
Concepção | Monoterapia; estudo de grupo paralelo duplo-cego, controlado por placebo e randomizado durante 120 semanas | |
Indivíduos | Esclerose Múltipla recorrente-remitente (critérios McDonald) | |
Tratamento | Placebo / Natalizumabe 300 mg IV de 4 em 4 semanas | |
Objetivo primário de um ano | Taxa de surtos | |
Objetivo primário de dois anos | Progressão no EDSS | |
Objetivos secundários | Variáveis derivadas da taxa de recidivas / Variáveis derivadas da RMN | |
Indivíduos | Placebo | Natalizumabe |
Randomizados | 315 | 627 |
Concluindo 1 ano | 296 | 609 |
Concluindo 2 anos | 285 | 589 |
Idade em anos, mediana (intervalo) | 37 (19-50) | 36 (18-50) |
História EM em anos, mediana (intervalo) | 6,0 (0-33) | 5,0 (0-34) |
Tempo desde diagnóstico, mediana anos (intervalo) | 2,0 (0-23) | 2,0 (0-24) |
Recidivas nos últimos 12 meses, mediana (intervalo) | 1,0 (0-5) | 1,0 (0-12) |
Linha base EDSS, mediana (intervalo) | 2 (0-6,0) | 2 (0-6,0) |
Resultados | ||
Taxa anual de surto: | Placebo | Natalizumabe |
Ao fim de um ano (objetivo primário) | 0,805 | 0,261 |
Ao fim de dois anos | 0,733 | 0,235 |
Um ano | Relação da taxa 0,33 CI95% 0,26; 0,41 | |
Dois anos | Relação da taxa 0,32 CI95% 0,26; 0,40 | |
Sem recidiva | Placebo | Natalizumabe |
Ao fim de um ano | 53% | 76% |
Ao fim de dois anos | 41% | 67% |
Incapacidade: | Placebo | Natalizumabe |
Porcentagem da progressão1 (confirmação de 12 semanas; resultado primário) | 29% | 17% |
Proporção de risco 0,58, CI95% 0,43; 0,73, p<0,001 | ||
Percentagem da progressão1 (confirmação de 24 semanas) | 23% | 11% |
Proporção de risco 0,46, CI95% 0,33; 0,64, p<0,001 | ||
RMN (0-2 anos) | Placebo | Natalizumabe |
Alteração mediana % no volume de lesão T2 hiperintensa | +8,8% | -9,4% (p<0,001) |
Número médio de lesões T2 hiperintensas novas ou recentemente aumentadas | 11,0 | 1,9 (p<0,001) |
Número médio de lesões T1 hipointensas | 4,6 | 1,1 (p<0,001) |
Número médio de lesões realçadas por Gadolínio | 1,2 | 0,1 (p<0,001) |
1A progressão da incapacidade foi definida como pelo menos um aumento de 1,0 ponto no EDSS a partir de uma linha basal EDSS >=1,0 mantida durante 12 ou 24 semanas ou pelo menos um aumento de 1,5 pontos no EDSS a partir de uma linha basal de EDSS =0 mantida durante 12 ou 24 semanas.
No subgrupo de pacientes indicados para tratamento de EM recorrente-remitente em rápida evolução (pacientes com 2 ou mais recidivas e 1 ou mais lesões Gd+), a taxa média anual de recidiva foi de 0,282 no grupo tratado com Natalizumabe (n= 148) e 1,455 no grupo com placebo (n= 61) (p <0,001).
A proporção de risco para progressão de incapacidade foi de 0,36 (95% CI: 0,17, 0,76) p=0,008. Estes resultados foram obtidos a partir de uma análise post hoc e devem ser interpretados com precaução. Não se encontram disponíveis informações sobre a gravidade das recidivas antes da inclusão de pacientes no estudo.
Referências Bibliográficas
POLMAN, CH. et al. A randomized, placebo-controlled trial of natalizumab for relapsing multiple sclerosis. N Engl J Med. 2006 Mar 2;354(9):899-910.
Características Farmacológicas
Propriedades Farmacodinâmicas
O Natalizumabe é um anticorpo monoclonal recombinante humanizado anti-integrina α4 (IgG4ҝ), produzido em uma linhagem de células de camundongos através de tecnologia de DNA recombinante.
O Natalizumabe é um inibidor seletivo da molécula de adesão: ele atua ligando-se à sub-unidade α4 das integrinas α4β1 e α4β7, que são expressas na superfície de todos os leucócitos, com exceção dos neutrófilos, inibindo a adesão dos leucócitos mediada por α4 aos seus contra-receptores.
Os receptores da família α4 de integrinas incluem a molécula-1 de adesão às células vasculares (VCAM-1), que é expressa no endotélio vascular ativado, e a molécula-1 de adesão às células de adressina mucosal (Mad CAM-1), presente nas células do endotélio vascular do trato gastrointestinal.
A perturbação destas interações moleculares previne a transmigração dos leucócitos mononucleares através do endotélio para o tecido parenquimal inflamado. In vitro, os anticorpos anti-integrina α4 também bloqueiam a adesão de células mediadas por α4 aos ligantes, como a osteopontina e um domínio alternativamente inserido de fibronectina, segmento de ligação-1 (CS-1).
In vivo, Natalizumabe pode também agir inibindo a interação dos leucócitos que expressam α4 com seus respectivos ligantes na matriz extra-celular e nas células parenquimais, suprimindo, deste modo, a atividade inflamatória presente no local da doença e inibindo o recrutamento de células imunes ativadas para os tecidos inflamados.
O mecanismo específico do Natalizumabe na Esclerose Múltipla não foi totalmente definido.
Na Esclerose Múltipla, acredita-se que as lesões ocorrem quando as células inflamatórias ativadas, incluindo os linfócitos T, atravessam a barreira hemato-encefálica. A migração dos leucócitos através da barreira hemato-encefálica envolve a interação entre moléculas de adesão nas células inflamatórias e seus contra-receptores presentes nas células endoteliais da parede do vaso.
A interação entre α4β1 e os seus alvos é um componente importante da inflamação patológica no cérebro, e a perturbação destas interações conduz à redução da inflamação.
Em condições normais, a VCAM-1 não é expressa no parênquima cerebral. No entanto, na presença de citocinas pro-inflamatórias, aumenta-se a expressão da VCAM-1 nas células endoteliais e, possivelmente, em células da glia próximas dos locais da inflamação. No quadro da inflamação do sistema nervoso central (SNC) na Esclerose Múltipla (EM), é a interação do α4β1 com a VCAM-1, CS-1 e a osteopontina que medeia a adesão e a transmigração de leucócitos para o parênquima cerebral podendo perpetuar a cascata inflamatória no tecido do SNC.
O bloqueio das interações moleculares de α4β1 com os respectivos alvos reduz a atividade inflamatória presente no cérebro na EM e inibe a progressão do recrutamento de células imunes para os tecidos inflamados, reduzindo, assim, a formação ou o aumento das lesões resultantes da EM.
Propriedades Farmacocinéticas
Na administração repetida de uma dose de 300mg de Natalizumabe por via intravenosa a pacientes com Esclerose Múltipla (EM), a concentração sérica máxima média observada foi de 110 ± 52 μg/ml. A média das concentrações mínimas de Natalizumabe em estado de equilíbrio ao longo do período de tratamento variou entre 23 μg/ml e 29 μg/ml. O tempo previsto para alcançar o estado de equilíbrio foi de aproximadamente 36 semanas.
Uma análise farmacocinética de população foi realizada em amostras de mais de 1.100 pacientes com EM que receberam doses que variaram entre 3 e 6 mg/kg de Natalizumabe. Destes, 581 pacientes receberam uma dose fixa de 300 mg como monoterapia. A média do clearance ± DP em estado de equilíbrio foi 13,1 ± 5,0 ml/h, com uma meia-vida média ± DP de 16 ± 4 dias.
A análise explorou os efeitos de co-variáveis selecionadas incluindo peso corporal, idade, sexo, função hepática e renal e a presença de anticorpos contra Natalizumabe na farmacocinética. Apenas o peso corporal e a presença de anticorpos anti-natalizumabe foram confirmados como capazes de influenciar a disponibilidade do Natalizumabe.
Concluiu-se que o peso corporal influencia o clearance de uma forma menos proporcional, de tal modo que uma alteração de 43% no peso corporal resultou em uma alteração entre 31% a 34 % no clearance. A alteração no clearance não foi clinicamente significativa. A presença de anticorpos persistentes anti-natalizumabe aumentou cerca de 3 vezes mais o clearance do Natalizumabe, consistente com as concentrações séricas do Natalizumabe reduzidas, observadas em pacientes com resultado positivo para anticorpos persistentes.
A farmacocinética do natalizumabe em pacientes pediátricos com EM não foi estabelecida. A farmacocinética do natalizumabe em pacientes com insuficiência renal ou hepática não foi estudada.
O efeito da troca plásmática no clearance e na farmacodinâmica do Natalizumabe foi avaliado em um estudo envolvendo 12 pacientes com EM. As estimativas da remoção total de Natalizumabe após 3 trocas plasmáticas (ao longo de 5 a 8 dias de intervalo) foi de, aproximadamente, 70 a 80%.
Isto é comparável aos, aproximadamente, 40% observados em estudos anteriores em que as medições ocorreram após a descontinuação do Natalizumabe ao longo de um período similar de observação. O impacto da troca plasmática na restituição da migração dos linfócitos e sua utilidade clínica são desconhecidos.
Armazenamento
Tysabri (natalizumabe) deve ser conservado sob refrigeração (2ºC a 8ºC). Não congelar.
Mantenha o frasco-ampola dentro da embalagem para protegê-lo da luz.
Após preparo (solução diluída), manter armazenado sob refrigeração (2ºC a 8ºC).
Depois de preparado, este medicamento pode ser utilizado em até 8 horas.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento
Tysabri (natalizumabe) é uma solução concentrada, um líquido transparente incolor a levemente turvo, que deve ser preparado e administrado por um médico ou profissional de saúde.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Informações legais
MS: 1.6993.0002.001-8
Farm. Resp.:
Mara Oliveira
CRF GO nº 11.765
Fabricado por:
Vetter Pharma-Fertigung GmbH & Co. KG
Ravensburg, Alemanha
Embalado por:
Fujifilm Diosynth Biotechnologies Denmark ApS
Hillerod, Dinamarca
Registrado por:
Biogen Brasil Produtos Farmacêuticos Ltda.
Rua Funchal, 418 – 7° andar – Vila Olímpia
CEP 04551-060 – São Paulo – SP
CNPJ 07.986.222/0001-74
Importado e comercializado por:
Biogen Brasil Produtos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia BR-153, s/n, Km 42 – Parte B, Subparte R
Zona Urbana – Parque Calixtópolis
CEP 75135-040 – Anápolis – GO
CNPJ 07.986.222/0003-36
SAC
0800 7240055
Venda sob prescrição médica.