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Survanta® é destinado à prevenção e tratamento da Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) ou Doença da Membrana Hialina (DMH) neonatal. Survanta® reduz significativamente a incidência de SDR, a mortalidade dela decorrente e as complicações por escapes de ar. Como o Survanta funciona? Survanta® é uma suspensão estéril, não pirogênica, de surfactante pulmonar, para uso intratraqueal. É um extrato natural de ...

EAN: 8054083003610


Fabricante: AbbVie


Princípio Ativo: Beractanto


Tipo do Medicamento: Biológico


Necessita de Receita: Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)


Categoria(s): Aparelho Respiratório


Classe Terapêutica: Surfactantes Pulmonares


Especialidades: Pneumologia

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Mais informações sobre o medicamento

Survanta® é destinado à prevenção e tratamento da Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) ou Doença da Membrana Hialina (DMH) neonatal. Survanta® reduz significativamente a incidência de SDR, a mortalidade dela decorrente e as complicações por escapes de ar.

Survanta® é uma suspensão estéril, não pirogênica, de surfactante pulmonar, para uso intratraqueal. É um extrato natural de pulmões bovinos, suplementado com palmitato de colfoscerila (dipalmitoilfosfatidilcolina), ácido palmítico e tripalmitina para padronizar a composição e imitar as propriedades de diminuição de tensão superficial do surfactante natural dos pulmões, estabilizando os alvéolos contra colapsos em pressões transpulmonares no repouso.

Survanta® restabelece a atividade da superfície alveolar nos pulmões de bebês prematuros que apresentam a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), causada pela deficiência de surfactante pulmonar endógeno. A rápida melhora da oxigenação pode ocorrer dentro de minutos após a administração de Survanta®. Portanto, a frequente e cuidadosa observação clínica e monitoração da oxigenação são essenciais para evitar hiperoxia.

Estudos em animais demonstraram que a maioria das doses incorpora-se ao pulmão dentro de horas após a administração. O metabolismo em humanos não foi estudado.

Não foram definidas por estudos clínicos contraindicações específicas para Survanta®.

Para administração intratraqueal somente. Produto de uso único.

Instruções Importantes para Administração

Survanta® (beractanto) deve ser administrado sob a supervisão de profissionais qualificados, com experiência em intubação, procedimentos de ventilação e cuidados gerais de bebês prematuros. O procedimento é facilitado se uma pessoa administrar a dose enquanto outra pessoa posicionar e monitorar o bebê. Uma melhora acentuada na oxigenação, com consequente redução das necessidades de ventilação, geralmente ocorre minutos após a instilação do surfactante. O responsável pela administração de Survanta® (beractanto) deve permanecer com o bebê o tempo necessário para assegurar a sua estabilidade. Bebês recebendo Survanta® (beractanto) devem ser frequentemente monitorizados através de medidas arteriais ou transcutâneas de oxigênio e dióxido de carbono sistêmicos.

Prevenção

Em bebês prematuros com peso corporal abaixo de 1.250 g ou com evidência de deficiência de surfactante, administrar Survanta® (beractanto) assim que possível, preferencialmente dentro de 15 minutos pós-parto.

Tratamento

Para tratar bebês com SDR confirmada por raio-X e com necessidade de ventilação mecânica, administrar Survanta® (beractanto) assim que possível, preferencialmente antes de completar 08 horas de vida.

Preparação da Suspensão de Survanta® (beractanto)

Survanta® (beractanto) deve ser inspecionado visualmente quanto à descoloração, antes da administração.

Algum sedimento pode ocorrer durante o armazenamento. Se isto ocorrer, rode o frasco suavemente (não agite) para dispersar novamente. Não filtrar Survanta® (beractanto). Alguma espuma poderá ser observada na superfície do líquido durante o manuseio e é inerente à natureza do produto.

Antes da administração, o produto deve ser deixado por pelo menos 20 minutos a temperatura ambiente, ou aquecido nas mãos por pelo menos 08 minutos. Métodos artificiais de aquecimento não devem ser utilizados.

Quando uma dose de prevenção for administrada, a preparação do Survanta® (beractanto) deve ser iniciada antes do nascimento do bebê.

Cada frasco de uso único de Survanta® (beractanto) deve ser utilizado apenas uma vez.

Frascos usados com medicamento residual devem ser descartados.

Survanta® (beractanto) não requer reconstituição ou exposição ao ultrassom antes do uso.

Posologia do Survanta

A dose de Survanta® é de 100 mg de fosfolípides/kg de peso corporal (4 mL/kg). O médico estabelecerá a dose adequada para o bebê de acordo com o esquema de doses recomendado, baseado no peso corporal do bebê.

Quatro doses de Survanta® podem ser administradas nas primeiras 48 horas de vida. As doses não devem ser administradas com intervalo menor que 6 horas entre elas.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Survanta® deve ser usado sob a orientação e supervisão de um médico. A administração deste medicamento deve ser feita somente por pessoa experiente na aplicação de forma injetável de medicamentos.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Survanta® deve ser utilizado somente pela via intratraqueal.

Survanta® pode afetar rapidamente a oxigenação e as funções do pulmão. Portanto, seu uso deve ser restrito a instalações clínicas rigorosamente supervisionadas, com disponibilidade imediata de pessoal médico e de enfermagem experientes em intubação, procedimentos de ventilação e cuidados gerais de bebês prematuros. O responsável pela administração de Survanta® deve permanecer com o bebê o tempo necessário para assegurar a sua estabilidade. Bebês recebendo Survanta® devem ser frequentemente monitorizados através de medidas arteriais ou transcutâneas de oxigênio e dióxido de carbono sistêmicos.

Durante o procedimento de administração, podem ocorrer episódios transitórios de bradicardia (diminuição na frequência cardíaca) e diminuição da saturação de oxigênio. Neste caso, interromper a administração e adotar medidas apropriadas para aliviar essa condição. Após estabilização do neonato, reiniciar o procedimento de administração.

Gerais

Roncos, estertores bolhosos ou crepitantes (ruídos de bolhas durante a respiração) podem ocorrer transitoriamente após a administração de Survanta®. Geralmente, não é necessária aspiração endotraqueal ou outras medidas, a menos que sinais claros de obstrução das vias aéreas estejam presentes.

Uma elevada probabilidade de sepse nosocomial pós-tratamento (infeção generalizada) foi observada em estudos clínicos controlados em bebês tratados com beractanto. O elevado risco de sepse (infecção generalizada), entretanto, não foi associado com taxa de mortalidade aumentada nesses bebês. Os organismos causadores foram similares em bebês tratados e em bebês controles, não havendo diferença significativa entre grupos na frequência de infecções pós-tratamento com exceção da sepse.

O uso de Survanta® em bebês com peso abaixo de 600 g ou acima de 1750 g não foi avaliado em estudos controlados. Não existe experiência com o uso de Survanta® associado a terapias experimentais para SDR (ex: ventilação de alta frequência ou oxigenação de membrana extracorpórea).

Não existem informações sobre os efeitos de doses diferentes de 100 mg de fosfolipídeos/kg, mais de 04 doses, doses mais frequentes do que a cada 06 horas, ou administração após 48 horas de vida.

Estudos Clínicos

Pacientes ventilados mecanicamente

As reações adversas mais frequentes estão associadas ao procedimento de administração do medicamento, que requer prévia intubação endotraqueal do paciente.

Bradicardia transitória (diminuição na frequência cardíaca) foi observada em 11,9% das administrações.

Dessaturação de oxigênio ocorreu em 9,8% das administrações.

Outras reações durante o procedimento de administração ocorreram em menos de 1% das doses e incluíram refluxo do tubo endotraqueal, palidez, vasoconstrição (contração dos vasos sanguíneos), hipotensão (pressão arterial baixa), bloqueio do tubo endotraqueal, hipertensão (pressão arterial alta), hipocapnia (diminuição do gás carbônico no sangue arterial), hipercapnia (aumento do gás carbônico no sangue arterial) e apneia (paradas temporárias da respiração). Nenhum caso de morte foi observado durante o procedimento de administração e todas as reações desapareceram com tratamento sintomático.

Em estudos clínicos controlados, não houve efeitos de beractanto nos testes laboratoriais comuns:

  • Contagem de glóbulos brancos, sódio, potássio, bilirrubina e creatinina séricos.

A ocorrência de doenças concomitantes comuns em bebês prematuros foi avaliada em estudos controlados. Os eventos foram:

  • Persistência do canal arterial, hemorragia intracraniana (extravasamento de sangue dentro do crânio), hemorragia intracraniana grave, escapes de ar pulmonar, enfisema pulmonar intersticial, enterocolite (inflamação do intestino) necrotizante, apneia (paradas temporárias da respiração), apneia grave, sepse póstratamento (infecção generalizada), infecção pós-tratamento e hemorragia pulmonar.

Quando da análise conjunta de todos os estudos controlados, não houve diferença quanto à hemorragia intracraniana. Entretanto, em um dos estudos com dose única de tratamento e em um dos estudos de múltiplas doses de prevenção, a frequência de hemorragia intracraniana foi significativamente maior nos pacientes do grupo Survanta® (beractanto) quando comparado ao grupo controle.

Em estudos clínicos controlados, não houve efeitos de beractanto nos testes laboratoriais comuns:

  • Contagem dos glóbulos brancos, sódio, potássio, bilirrubina e creatinina séricos.

Sabe-se que ocorrem diversas outras complicações em bebês prematuros.

As seguintes condições foram relatadas nos estudos clínicos controlados. As frequências das complicações não foram diferentes entre os bebês tratados e os bebês controles, e nenhuma das complicações foi atribuída ao Survanta® (beractanto):

  • Distúrbios do sangue e do sistema linfático: coagulopatia (distúrbios da coagulação sanguínea), trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas sanguíneas), coagulação intravascular disseminada.
  • Distúrbios endócrinos: hemorragia adrenal, secreção inapropriada do hormônio antidiurético.
  • Distúrbios do metabolismo e nutricionais: hiperfosfatemia (aumento nos níveis de fosfato no sangue), intolerância alimentar.
  • Distúrbios do sistema nervoso: convulsões.
  • Distúrbios cardíacos: taquicardia, taquicardia ventricular, insuficiência cardíaca, parada cardiorrespiratória, aumento do pulso apical, circulação fetal persistente, retorno venoso pulmonar total anômalo.
  • Distúrbios vasculares: hipotensão, hipertensão, trombose aórtica, embolia gasosa.
  • Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: consolidação do pulmão, sangramento proveniente do tubo endotraqueal, deterioração após desmame, descompensação respiratória, estenose (estreitamento) subglótica, paralisia diafragmática, insuficiência respiratória.
  • Distúrbios gastrointestinais: distensão abdominal (sensação de estufamento), hemorragia gastrointestinal, perfurações intestinais, vôlvulo (enrolamento ou torção de um órgão), infarto intestinal, úlcera de estresse, hérnia inguinal (protusão da parede abdominal na virilha).
  • Distúrbios hepatobiliares: insuficiência hepática.
  • Distúrbios renais e urinários: insuficiência renal, hematúria (sangue na urina).
  • Distúrbios gerais e condições no local da administração: febre, deterioração.

Nenhuma complicação ou sequela de terapia por longo prazo foi observada com Survanta® (beractanto).

Estudos de dose única

As avaliações ajustadas de acompanhamento de seis meses da idade de 232 neonatos (115 tratados) não demonstraram diferenças clinicamente importantes entre os grupos de tratamento nas sequelas pulmonar e neurológica, incidência ou gravidade da retinopatia da prematuridade, reinternações, crescimento ou manifestações alérgicas.

Estudos de Dose Múltipla

Avaliações ajustadas de acompanhamento de seis meses da idade foram concluídas em 631 (345 tratados) de 916 bebês prematuros sobreviventes. Houve significativamente menos paralisia cerebral e necessidade de oxigênio suplementar em bebês prematuros que fizeram uso de Survanta® (beractanto) do que os bebês prematuros do grupo controle. Chiado no momento do exame foi mais frequente entre os bebês prematuros de Survanta® (beractanto), embora não houvesse diferença na terapia broncodilatadora.

Os dados finais de doze meses de acompanhamento dos estudos de dose múltipla estão disponíveis em 521 (272 tratados) de 909 bebês prematuros sobreviventes. Houve significativamente menos chiado em bebês prematuros de Survanta® (beractanto) do que os bebês prematuros do grupo controle, em contraste com os resultados de seis meses. Não houve diferença na incidência de paralisia cerebral aos doze meses.

Foram completadas as avaliações de idade ajustadas para vinte e quatro meses em 429 (226 tratados) de 906 bebês prematuros sobreviventes. Havia significativamente menos lactentes de Survanta® (beractanto) com roncos, chiados e taquipneia no momento do exame. Nenhuma outra diferença foi encontrada.

Técnicas INSURE e LISA

Os resultados de segurança com as técnicas INSURE e LISA foram comparáveis aos dos grupos controle, embora a bradicardia (diminuição da frequência cardíaca) e hipoxemia (baixa concentração de oxigênio no sangue) tenham sido relatadas com maior frequência em alguns casos com LISA.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Survanta® (beractanto) é composto por lipídeos e proteínas, suspensos em solução de cloreto de sódio a 0,9%, esterilizada por calor. Survanta® (beractanto) não contém conservantes.

As variações especificadas para os componentes lipídicos e proteicos são:

Fosfolípides totais Aproximadamente 25 mg/mL
Ácidos graxos livres 1,4 a 3,5 mg/mL
Triglicérides 0,5 a 1,75 mg/mL
Proteínas 0,1 a 1,0 mg/mL

Excipientes: cloreto de sódio, água para injetáveis, álcool etílico, hidróxido de sódio e ácido clorídrico.

Casos de superdosagem com Survanta® não foram relatados. Baseado em dados obtidos de estudos animais, a superdosagem pode resultar em obstrução aguda das vias aéreas. O tratamento deve ser sintomático e de suporte.

Roncos, estertores bolhosos ou crepitantes (ruídos de bolhas durante a respiração) podem ocorrer transitoriamente após a administração de Survanta®. Geralmente, não é necessária aspiração endotraqueal ou outras medidas, a menos que sinais claros de obstrução das vias aéreas estejam presentes.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Nenhuma interação foi observada entre o beractanto e medicamentos comumente utilizados em cuidados intensivos neonatais como catecolaminas, indometacina, tolazolina, pancurônio, fenobarbital, opiáceos, antibióticos e nutrientes parenterais. Medicamentos administrados no período pré-natal, como tocolíticos e corticosteroides, também não interferem com o uso de beractanto no bebê.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Resultados de Eficácia

Pacientes mecanicamente ventilados

Os efeitos clínicos de beractanto foram demonstrados em 06 estudos de doses simples e 04 estudos de doses múltiplas, randomizados, multicêntricos e controlados envolvendo aproximadamente 1700 bebês. Três estudos clínicos abertos, incluindo o Tratamento IND, envolveram mais de 8500 pacientes. Cada dose de beractanto em todos os estudos foi de 100 mg de fosfolipídeos/kg de peso de nascimento e foi baseada em experiências publicadas com Surfactante TA, uma forma farmacêutica de pó liofilizado de beractanto contendo a mesma composição.

Estudos de Prevenção

Bebês de 600 a 1250 g de peso ao nascer e com 23 a 29 semanas de idade gestacional estimada foram analisados em 02 estudos de múltipla-dose. A dose de beractanto foi administrada nos primeiros 15 minutos do nascimento para prevenir o desenvolvimento de SDR.

Foram administradas até 03 doses adicionais nas primeiras 48 horas, uma a cada 06 horas, se a SDR se desenvolvesse posteriormente e em crianças que necessitaram de ventilação mecânica com FiO2 ≥ 0,30. Os resultados dos estudos aos 28 dias de vida são apresentados na Tabela 1 a seguir.

Tabela 1

Estudo 01
Beractanto Controle Valor de P
Número de bebês estudados 119 124
Incidência de SDR (%) 27,6 63,5 <0,001
Morte por SDR (%) 2,5 19,5 <0,001
Morte ou DBP1 devido à SDR (%) 48,7 52,8 0,536
Morte por qualquer razão (%) 7,6 22,8 0,001
Escapes de ar* (%) 5,9 21,7 0,001
Enfisema pulmonar intersticial (%) 20,8 40,0 0,001
* Pneumotorax ou pneumopericárdio.
Estudo 02**
Beractanto Controle Valor de P
Número de bebês estudados 91 96
Incidência de SDR (%) 28,6 48,3 0,007
Morte por SDR (%) 1,1 10,5 0,006
Morte ou DBP devido à SDR (%) 27,5 44,2 0,018
Morte por qualquer razão*** (%) 16,5 13,7 0,633
Escapes de ar* (%) 14,5 19,6 0,374
Enfisema pulmonar intersticial (%) 26,5 33,2 0,298
*Pneumotorax ou pneumopericárdio.
**Estudo descontinuado quando o tratamento IND foi iniciado.
***Nenhuma causa de morte no grupo com beractanto foi significativamente aumentada; o maior número de mortes nesse grupo foi devido à soma de todas as causas.

1. DBP: displasia broncopulmonar.

Estudos de Resgate

Bebês de 600 a 1750 g de peso ao nascer com SDR necessitando de ventilação mecânica e uma FiO2 ≥ 0,40 foram analisados em 02 estudos de resgate de múltipla dose. A dose inicial de beractanto foi administrada após o desenvolvimento de SDR e antes dos bebês completarem 08 horas de vida. Os bebês poderiam receber até 03 doses adicionais nas primeiras 48 horas, uma a cada 6 horas, se fosse necessário ventilação mecânica e uma FiO2 ≥ 0,30. Os resultados dos estudos aos 28 dias de vida são apresentados na Tabela 2, a seguir.

Tabela 2

Estudo 03*
Beractanto Controle Valor de P
Número de bebês estudados 198 193
Morte por SDR (%) 11,6 18,1 0,071
Morte ou DBP devido à SDR (%) 59,1 66,8 0,102
Morte por qualquer razão (%) 21,7 26,4 0,285
Escapes de ar** (%) 11,8 29,5 <0,001
Enfisema pulmonar intersticial (%) 16,3 34,0 <0,001
Estudo 04
Beractanto Controle Valor de P
Número de bebês estudados 204 203
Morte ou DBP devido à SDR (%) 43,6 63,4 <0,001
Morte por qualquer razão (%) 15,2 28,2 0,001
Escapes de ar** (%) 11,2 22,2 0,005
Enfisema pulmonar intersticial (%) 20,8 44,4 <0,001
* Estudo descontinuado quando o tratamento IND foi iniciado.
** pneumotorax ou pneumopericárdio.

Doses Fracionadas

Nos estudos clínicos que estabeleceram a segurança e eficácia, Beractanto foi instilado através de um cateter que foi inserido no tubo endotraqueal do bebê, desconectando brevemente o tubo endotraqueal do ventilador. Cada dose foi administrada em quatro doses de um quarto, como descrito em “Como usar o Beractanto?”. Este método de administrar o beractanto foi comparado com dois outros métodos em um estudo clínico multicêntrico e randomizado envolvendo 299 bebês pesando 600 g ou mais com SDR necessitando ventilação mecânica.

Os outros métodos avaliados foram:

  • Duas meias-doses administradas pela inserção do cateter através do tubo endotraqueal, enquanto o tubo endotraqueal foi desconectado brevemente do ventilador. As meias-doses foram administradas nas duas posições descritas acima.
  • Duas meias-doses administradas sem desconectar o tubo endotraqueal do ventilador, inserindo o cateter através de uma válvula de sucção neonatal no tubo endotraqueal. As meias-doses foram administradas nas duas posições descritas acima.

Não houve diferenças significativas entre os três grupos em média de frações inspiradas de oxigênio (FiO2), oxigênio arterial-alveolar (a/APO2) ou pressão média das vias aéreas (MAP) até 72 horas de idade, ou na incidência de escapes de ar pulmonar, enfisema pulmonar intersticial, desobstrução do ducto arterial ou mortalidade até 72 horas de idade.

Técnica LISA

O método de administração LISA (Less Invasive Surfactant Administration ou Administração de Surfactante Menos Invasiva) foi avaliado em dois estudos multicêntricos e sete estudos de centro único. Um total de 745 bebês foram tratados com Beractanto via método LISA com um adicional de 583 bebês tratados com Beractanto via tubo endotraqueal como grupo controle. Todos os neonatos receberam uma dose de 100 mg/kg do peso ao nascer. As médias individuais do estudo variaram de 610 a 1865 gramas de peso de nascimento, e de 25,3 semanas a 32 semanas de idade gestacional. Os bebês tratados com CPAP e LISA tiveram uma redução na necessidade de ventilação mecânica, tempo de ventilação mecânica reduzido, necessidade reduzida de oxigênio, necessidade reduzida de analgésicos e sedativos e redução do risco de desenvolvimento de displasia broncopulmonar devido à SDR.

Efeitos Clínicos Agudos

Pode ocorrer notada melhora na oxigenação dentro de minutos após a administração de beractanto. Todos os estudos clínicos controlados com beractanto promoveram informações quanto aos efeitos agudos de beractanto sobre a razão de oxigênio arterial-alveolar (a/APO2), FiO2 pressão média das vias aéreas (MAP) durante as primeiras 48 a 72 horas de vida. Melhorias significativas destas variáveis foram sustentadas por 48 a 72 horas em bebês tratados com beractanto em quatro estudos de resgate de dose simples e dois estudos de resgate de doses múltiplas. Nos estudos de prevenção de dose simples, a FiO2 melhorou significativamente.

Referências Bibliográficas:

Caso haja interesse em conhecer as referências bibliográficas e/ou estudos clínicos disponíveis para este medicamento, por favor, entre em contato com a Central de Relacionamento – AbbVie Line através do telefone08000222843.

Características Farmacológicas

Descrição

Beractanto é uma suspensão estéril, não pirogênica, de surfactante pulmonar, para uso intratraqueal. É um extrato natural de pulmões bovinos, suplementado com três lipídios sintéticos derivados e proteínas associadas a surfactante, tais como o palmitato de colfoscerila (dipalmitoilfosfatidilcolina), ácido palmítico e tripalmitina para padronizar a composição e imitar as propriedades de diminuição de tensão superficial do surfactante natural dos pulmões. A composição resultante provê 25 mg/mL de fosfolipídeos e menos de 1,0 mg/mL de proteínas. Seu conteúdo de proteínas consiste de duas proteínas hidrofóbicas de baixo peso molecular, associadas ao surfactante, conhecidas como SP-B e SP-C. Não contém a proteína hidrofílica de alto peso molecular, conhecida como SP-A. Beractanto suspensão intratraqueal é apresentado como um líquido opaco esbranquiçado a marrom claro.

Farmacologia clínica

O surfactante pulmonar endógeno diminui a tensão da superfície alveolar durante a respiração, estabilizando os alvéolos contra colapsos em pressões transpulmonares no repouso. A deficiência do surfactante pulmonar causa a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) em neonatos prematuros. Beractanto repõe o surfactante e restabelece a atividade da superfície alveolar nos pulmões desses neonatos.

Atividade

In vitro, Beractanto diminui a tensão superficial mínima dos alvéolos para menos de 08 dinas/cm, conforme medido pelo surfactômetro de bolha pulsante e estabilizador de superfície Wilhelmy. In situ, Beractanto restabelece a complacência pulmonar em pulmões extirpados de ratos com deficiência de surfactante provocada artificialmente. In vivo, uma dose única de Beractanto melhora a medida da pressão-volume dos pulmões, a complacência pulmonar e a oxigenação em coelhos e ovelhas prematuros.

Metabolismo animal

Beractanto é administrado diretamente nos órgãos-alvos, os pulmões, onde o efeito biofísico ocorre na superfície alveolar. Em coelhos e cordeiros prematuros com deficiência de surfactante, a depuração alveolar de componentes lipídicos radiomarcados do Beractanto é rápida. A maioria das doses incorpora-se ao pulmão dentro de horas após a administração, e os lipídios seguem as mesmas vias de reutilização e reciclagem do surfactante endógeno. Em animais adultos surfactante-suficientes, a depuração do Beractanto é mais rápida do que em animais jovens e prematuros. Existe menos reutilização e reciclagem de surfactante em animais adultos. Experimentos limitados em animais não demonstraram efeitos do Beractanto no metabolismo do surfactante endógeno. Incorporação do precursor e subsequente secreção de fosfatidilcolina saturada em ovelhas prematuras não é alterada pelo tratamento com Beractanto.

Não há informação disponível sobre o metabolismo de proteínas associadas ao surfactante do Beractanto. O metabolismo em humanos não foi estudado.

Conservar Survanta® a temperatura entre 2 e 8°C (refrigerador) e proteger da luz. Manter o frasco no cartucho até o momento antes do uso. Frascos utilizados que contêm sobras da medicação devem ser desprezados.

Frascos não utilizados e não abertos de Survanta® deixados à temperatura ambiente, podem retornar para o refrigerador até 24 horas após o aquecimento e estocados para uso futuro.

Survanta® não deve retornar à temperatura ambiente e ser novamente refrigerado por mais de uma vez.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Survanta® é uma suspensão estéril e não pirogênica de surfactante pulmonar. Apresenta-se como um líquido opaco de coloração esbranquiçada a marrom claro.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

MS:198600002

Farm. Resp.:
Joyce M. C. Camargo
CRF-SP nº 17.077

Fabricado por: 
Abbvie Inc.
Sheridan Road – North Chicago – EUA

Embalado por: 
AbbVie Inc.
1 N Waukegan Road – North Chicago – EUA

Importado por:
AbbVie Farmacêutica Ltda.
Av. Guido Caloi, 1935, 1º andar, Bloco C – São Paulo – SP
CNPJ: 15.800.545/0001-50

Uso restrito a hospitais.

Venda sob prescrição médica.