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Monofer® é usado para baixos níveis de ferro (às vezes chamado de “deficiência de ferro” e “anemia ferropriva”) se: O ferro por via oral não funciona ou não é tolerado; O seu médico decide que você precisa de ferro muito rapidamente para aumentar as suas reservas de ferro. Como o Monofer funciona? Monofer® contém uma combinação de ferro e derisomaltose ...

EAN: 7891045032933


Fabricante: Wyeth/Pfizer


Princípio Ativo: Derisomaltose Férrica


Tipo do Medicamento: Específico


Necessita de Receita: Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)


Categoria(s): Anemia


Classe Terapêutica: Ferro Puro


Especialidades: Endocrinologia, Clínica Médica

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Mais informações sobre o medicamento

Monofer® é usado para baixos níveis de ferro (às vezes chamado de “deficiência de ferro” e “anemia ferropriva”) se:

  • O ferro por via oral não funciona ou não é tolerado;
  • O seu médico decide que você precisa de ferro muito rapidamente para aumentar as suas reservas de ferro.

Monofer® contém uma combinação de ferro e derisomaltose férrica (uma cadeia de moléculas de açúcar). O tipo de ferro no Monofer® é o mesmo encontrado naturalmente no corpo chamado “ferritina”. Isso significa que é possível administrar Monofer® por injeção em doses elevadas.

  • Se tiver histórico de alergia grave (hipersensíbilidade grave) ao produto ou a qualquer outro componentes deste medicamento;
  • Se tem anemia não causada por deficiência de ferro; e
  • Se tem muito ferro (sobrecarga) ou um problema na forma como o seu corpo usa o ferro.

O seu médico ou enfermeiro administrará o Monofer® por injeção ou infusão na veia; o Monofer® será administrado em uma estrutura na qual os eventos imunoalérgicos (relacionados à alergia) possam receber tratamento adequado e imediato.

Você será observado por pelo menos 30 minutos pelo seu médico ou enfermeiro após cada administração.

Precauções especiais de eliminação e outro manuseamento

Inspecione visualmente os frascos-ampolas quanto a sedimentos e danos antes de usar. Use somente aqueles que contenham solução homogênea e livre de sedimentos.

Monofer® é para uso único e toda solução não utilizada deve ser descartada.

Monofer® só deve ser misturado com cloreto de sódio a 0,9% estéril. Nenhuma outra solução intravenosa de diluição deve ser usada. Nenhum outro agente terapêutico deve ser adicionado.

A solução injetável reconstituída deve ser inspecionada visualmente antes do uso. Use apenas soluções homogêneas sem sedimentos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Monofer® é um medicamento de uso hospitalar, o plano de tratamento é definido pelo médico que acompanha o caso. Se o paciente não receber uma dose deste medicamento, o médico deve redefinir a programação do tratamento. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Fale com o seu médico ou enfermeiro antes de receber o Monofer®:

  • Se você tem histórico de alergia a medicamentos, incluindo hipersensibilidade grave a outras preparações de ferro injetáveis;
  • Se você tem lupus eritematoso sistêmico;
  • Se você tem artrite reumatoide;
  • Se você tem asma grave, eczema ou outras alergias;
  • Se você tem uma infecção bacteriana em curso no sangue; e
  • Se você tem problemas hepáticos (no fígado).

A administração incorreta do Monofer® pode causar extravasamento do produto no local da injeção, o que pode resultar em irritação da pele e descoloração de cor marrom de potencial longa duração no local da injeção. A administração deve ser interrompida imediatamente quando isso ocorrer. Descoloração na pele em local distante da aplicação da medicação.

Você deve informar o seu médico ou enfermeiro imediatamente para que ele possa interromper a infusão, se necessário, caso sinta sintomas de angioedema (reação alérgica importante), tais como:

  • Inchaço no rosto, língua ou faringe;
  • Dificuldade de engolir; e
  • Urticária (presença de placas na pele que coçam) e dificuldade para respirar.

Monofer® só deverá ser administrado quando a equipe treinada para avaliar e gerenciar reações anafiláticas (de alergia) estiver prontamente disponível, em um ambiente onde instalações de reanimação completas estejam asseguradas. Cada paciente deve ser observado quanto a efeitos adversos durante pelo menos 30 minutos após cada injeção de Monofer®. Se ocorrerem reações de hipersensibilidade ou sinais de intolerância durante a administração, o tratamento deverá ser interrompido imediatamente.

Crianças e adolescentes

Monofer® é indicado para adultos.

Gravidez e amamentação

Monofer® não foi testado em gestantes. É importante informar o seu médico se você está grávida, se acha que está grávida ou se está planejando engravidar. Se você engravidar durante o tratamento, deverá consultar o seu médico. O seu médico decidirá se você deve ou não receber este medicamento.

Se estiver amamentando, consulte o seu médico antes receber o Monofer®. É improvável que o Monofer® represente um risco para o lactente.

Dirigir e operar máquinas

Não foi realizado nenhum estudo sobre os efeitos na habilidade para dirigir e operar máquinas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Como todos os medicamentos, o Monofer® pode causar efeitos colaterais, embora nem todas as pessoas os apresentem.

  • Muito comum (afeta mais de 1 usuário em 10): Nenhuma.
  • Comum (afeta menos de 1 usuário em 10 e mais de 1 em 100): Náusea, erupção cutânea.
  • Incomum (afeta de 1 a 10 usuários em 1.000): Reações de hipersensibilidade com potencial falta de ar e broncoespasmo, dor de cabeça, dormência, distorção do paladar, tontura, fadiga, pressão arterial baixa, pressão arterial alta, dor no peito, dor nas costas, dor nos músculos ou articulações, espasmos musculares, dor de estômago, vômitos, digestão prejudicada, constipação, diarreia, prurido, urticária, inflamação na pele, rubor, sudorese, febre, sensação de frio, calafrios, baixo nível de fosfato no sangue, infecção, inchaço, dor, esfoliação da pele, reação cutânea no local da injeção ou próxima a ele, incluindo vermelhidão da pele, inchaço, queimação, dor, hematoma, descoloração, extravasamento para o tecido ao redor do local da infusão e irritação, aumento das enzimas hepáticas, inflamação local de uma veia.
  • Raro (afeta de 1 a 10 usuários em 10.000): Reações alérgicas graves, rouquidão, convulsões, tremor, estado mental alterado, visão turva, perda de consciência, aumento da frequência cardíaca, palpitação, mal-estar, doença semelhante à gripe.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

Cada mL da solução de Monofer® contém:

100 mg de ferro na forma de derisomaltose férrica.

Excipientes: água para injeção, hidróxido de sódio (para ajuste de pH) e ácido clorídrico (para ajuste de pH).

O derisomaltose férrica no Monofer® tem baixa toxicidade. A preparação é bem tolerada e tem um risco mínimo de superdosagem acidental.

A superdosagem pode levar ao acúmulo de ferro nos locais de armazenamento, por fim resultando em hemossiderose (acúmulo anormal de hemoglobina). O monitoramento dos parâmetros férricos, como a ferritina sérica, pode ajudar a reconhecer o acúmulo de ferro. Medidas de apoio, como agentes quelantes, podem ser usadas.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Fale com seu médico se você estiver usando, se tiver usado recentemente ou se pretende usar outros medicamentos.

Monofer® administrado em conjunto com preparações de ferro orais pode reduzir a absorção de ferro por via oral.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Propriedades farmacodinâmicas

A solução injetável Derisomaltose Férrica é um coloide com ferro fortemente ligado em partículas de ferro-carboidratos esferoidais. A estrutura da partícula do Derisomaltose Férrica foi cuidadosamente caracterizada por análise espectroscópica de carbono 13 RMN que revela que o complexo forma uma estrutura do tipo matriz estável com cerca de 10 átomos de ferro (III) para uma molécula de pentâmero de derisomaltose férrica ligada em cavidades da estrutura tridimensional dos pentâmeros de derisomaltose férrica. Como consequência da forte ligação do ferro na matriz, o conteúdo de ferro livre na solução Derisomaltose Férrica é muito baixo.

O componente derisomaltose férrica do Derisomaltose Férrica consiste em 3-5 unidades de glicose com um peso molecular médio de aproximadamente 1000 kDa e é quase desprovido de mono e dissacarídeos. Ele não tem estruturas de ramificação detectáveis como evidenciado pela cuidadosa análise espectroscópica de 13C e 1H RMN. Além disso, a derisomaltose férrica não contém nenhum resíduo de açúcar redutor que possa estar envolvido em reações redox complexas. Essas características da derisomaltose férrica de carboidrato complexo tornam altamente improvável que a mesma induza reações imunes in vivo.

A formulação do Derisomaltose Férrica contém ferro em um complexo fortemente ligado que permite uma liberação controlada e lenta de ferro biodisponível para proteínas que se ligam ao ferro, com pouco risco de ferro livre. O ferro está disponível na forma não iônica solúvel em água em uma solução aquosa com pH entre 5,0 e 7,0. A evidência de uma resposta terapêutica pode ser observada dentro de alguns dias após a administração do Derisomaltose Férrica por um aumento na contagem de reticulócitos. Devido à lenta liberação do ferro biodisponível, a ferritina sérica atinge o pico em alguns dias após uma dose intravenosa de Derisomaltose Férrica e lentamente retorna ao valor basal após algumas semanas.

Propriedades farmacocinéticas

A formulação do Derisomaltose Férrica contém ferro em um complexo fortemente ligado que permite uma liberação controlada e lenta de ferro biodisponível para proteínas que se ligam ao ferro, com pouco risco de toxicidade por ferro livre. Após a administração de uma dose única de Derisomaltose Férrica de 100 a 1.000 mg de ferro em estudos farmacocinéticos, o ferro injetado ou infundido foi eliminado do plasma com uma meia vida que variou de um a quatro dias. A eliminação renal do ferro foi insignificante.

Após a administração intravenosa, a derisomaltose férrica é rapidamente absorvida pelas células do sistema reticuloendotelial (SRE), particularmente no fígado e no baço, de onde o ferro é liberado lentamente.

O ferro circulante é removido do plasma pelas células do sistema reticuloendotelial que dividem o complexo em seus componentes de derisomaltose férrica. O ferro liga-se imediatamente às frações proteicas disponíveis para formar hemossiderina ou ferritina, formas de armazenamento fisiológico do ferro, ou, em menor grau, à molécula de transporte transferrina. Esse ferro, que está sujeito ao controle fisiológico, repõe a hemoglobina e as reservas de ferro esgotadas.

O ferro não é facilmente eliminado do corpo e o acúmulo pode ser tóxico. Devido ao tamanho do complexo, o Derisomaltose Férrica não é eliminado pelos rins. Pequenas quantidades de ferro são eliminadas na urina e nas fezes.

A derisomaltose férrica é metabolizada ou excretada.

Dados de segurança e eficácia

Eficácia não-clínica e clínica

Os efeitos de Derisomaltose Férrica (derisomaltose férrica, solução para infusão) foram testados em modelos experimentais animais antes de serem estudados em humanos.

A eficácia clínica de Derisomaltose Férrica foi estudada nas diferentes áreas terapêuticas que necessitam de ferro intravenoso para corrigir a deficiência de ferro. Os principais estudos são descritos em mais detalhes abaixo.

Anemia ferropriva não associada a doença renal crônica, relacionada a diferentes etiologias

O estudo P-Monofer-IDA-01 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado, e multicêntrico, de não inferioridade, conduzido com 511 pacientes com anemia ferropriva randomizados a 2:1 para derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou sacarose de ferro, sendo 90% dos pacientes recrutados do sexo feminino. O objetivo do estudo foi avaliar e comparar ambos os tratamentos e a habilidade de aumento de hemoglobina (Hb) em pacientes com anemia ferropriva, quando preparações orais são ineficazes ou não podem ser administradas. A dose cumulativa de Derisomaltose Férrica foi de 1000 (Hb > 10 g/dL para pacientes com peso < 70 kg), 1500 (Hb ≥ 10 g/dL, ≥ 70 kg ou Hb < 10 g/dL, < 70 kg) ou 2000 mg (Hb < 10 g/dL, >70 kg), administrada em infusão de 1000 mg por mais de 15 minutos ou em injeção de 500 mg em 2 minutos. A dose cumulativa de sacarose de ferro foi calculada de acordo com Ganzoni e administrada na forma de infusões de 200 mg durante 30 min. O parâmetro de avaliação primário foi a proporção de pacientes com aumento de Hb > 2 g/dL em relação ao valor basal em qualquer momento entre a primeira e a quinta semana. Tanto a não inferioridade quanto a superioridade em favor do Derisomaltose Férrica foram confirmadas para o parâmetro de avaliação primário e um tempo menor para o aumento da Hb ≥ 2 g/dL foi observado com o Derisomaltose Férrica . A superioridade também foi mostrada na sub análise pré-especificada de pacientes ginecológicas, das quais 81% sofriam de menorragia. Em conclusão, através de uma resposta bioquímica mais rápida e maior, a administração de 1 ou 2 doses de Derisomaltose Férrica intravenoso foi mais eficaz do que a de sacarose de ferro intravenoso, assegurando uma melhoria rápida na concentração de Hb. Além disso, o Derisomaltose Férrica tem uma vantagem sobre a sacarose de ferro, exigindo menos administrações e, portanto, um período de tratamento mais curto.

Nefrologia
Doença renal crônica não dependente de diálise

O estudo P-Monofer-CKD-02 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado, multicêntrico de não inferioridade, conduzido em 351 pacientes com doença renal crônica (DRC) não dependente de diálise (NDD) com deficiência de ferro. Os pacientes foram randomizados a 2:1 para derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou sulfato de ferro de via oral. O principal objetivo do estudo foi demonstrar que o tratamento com Derisomaltose Férrica intravenoso não era inferior ao tratamento com sulfato de ferro oral para anemia em pacientes com DRC-NDD, determinado como a capacidade de aumentar a concentração hemoglobina (Hb). O sulfato de ferro foi administrado na forma de 100 mg de ferro elementar por via oral duas vezes por dia (200 mg por dia) durante oito semanas. Os pacientes do grupo Derisomaltose Férrica foram igualmente randomizados para infusão de doses únicas máximas de 1000 mg ao longo de 15 minutos ou injeções em bolus de 500 mg ao longo de dois minutos. Uma fórmula de Ganzoni modificada foi usada para calculara dose de ferro intravenoso. O parâmetro de avaliação primário foi a mudança nas concentrações de Hb do início até a quarta semana. O tratamento com Derisomaltose Férrica não foi inferior ao sulfato ferroso na quarta semana (p < 0,001), bem como apresentou um aumento significantemente maior na concentração de Hb comparado ao tratamento com sulfato ferroso oral da terceira semana até o final do estudo na oitava semana (p = 0,009 na terceira semana). A resposta de Hb foi mais pronunciada com doses cumulativas de Derisomaltose Férrica > 1000 mg (p < 0,05). Assim, a derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) demonstrou superioridade ao sulfato de ferro em termos de sua capacidade de aumentar a Hb em relação ao valor basal, e apresentou um perfil de segurança comparável ao sulfato de ferro oral em indivíduos com DRC-NDD e anemia relacionada.

Doença renal crônica dependente de hemodiálise

O estudo P-Monofer-CKD-03 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado e multicêntrico de não inferioridade conduzido em 351 pacientes com doença renal crônica (DRC), em hemodiálise com deficiência de ferro. Os pacientes foram randomizados a 2:1 para derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou sacarose de ferro. O principal objetivo do estudo foi demonstrar que o tratamento com Derisomaltose Férrica intravenoso não era inferior ao tratamento com sacarose de ferro intravenosa, determinada como a capacidade de manter a concentração de hemoglobina (Hb) entre 9,5-12,5 g/dL em pacientes com DRC em estágio 5 em terapia de diálise (DRC- 5-D). Os pacientes do grupo do Derisomaltose Férrica foram igualmente randomizados a uma injeção única de 500 mg em bolus ou a 500 mg em doses fracionadas (100 mg + 200 mg + 200 mg). Os pacientes do grupo da sacarose de ferro foram tratados com 500 mg em doses fracionadas (100 mg + 200 mg + 200 mg). O parâmetro de avaliação primário foi a proporção de pacientes com Hb na faixa de variação pretendida de 9,5-12,5 g/dL em seis semanas. O tratamento com Derisomaltose Férrica não foi inferior ao tratamento com sacarose de ferro na sexta semana. Ambos os tratamentos mostraram eficácia semelhante com mais de 82% dos pacientes com Hb na faixa de variação pretendida (não inferioridade, p = 0,01). No entanto, houve um aumento estatisticamente significativo na concentração de s-ferritina desde o início até a semana 1, 2 e 4 no grupo tratado com Derisomaltose Férrica comparado ao grupo tratado com sacarose de ferro. Assim, derisomaltose férrica demonstrou não inferioridade em termos de manutenção de Hb e teve um perfil de segurança comparável ao da sacarose de ferro intravenosa em indivíduos com DRC-5-D.

Oncologia
Anemia relacionada ao câncer

O estudo P-Monofer-CIA-01 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado e multicêntrico de não inferioridade conduzido em 350 pacientes com câncer e anemia, randomizados a 2:1 para derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou sulfato de ferro oral. O principal objetivo do estudo foi demonstrar que o tratamento com Derisomaltose Férrica intravenoso não era inferior ao tratamento com sulfato de ferro oral para anemia em pacientes com câncer, determinado como a capacidade de aumentar a concentração hemoglobina (Hb).

Os pacientes do grupo Derisomaltose Férrica foram randomizados para infusão de doses únicas máximas de 1000 mg ao longo de 15 minutos ou injeções em bolus de 500 mg ao longo de dois minutos. Uma fórmula de Ganzoni modificada foi usada para calcular a necessidade de ferro intravenoso. O sulfato de ferro foi administrado na forma de 100 mg de ferro elementar por via oral duas vezes por dia (200 mg por dia) durante 12 semanas. O parâmetro de avaliação primário foi a mudança nas concentrações de Hb do valor basal até a quarta semana. O tratamento com Derisomaltose Férrica não foi inferior ao sulfato ferroso na quarta semana (p < 0,001). Um início mais rápido da resposta de Hb foi observado com a infusão de Derisomaltose Férrica (teste de superioridade: p = 0,03 na primeira semana) e um efeito sustentado na Hb em ambos os grupos de tratamento até a 24ª semana foi demonstrado.

Gastroenterologia
Doença inflamatória intestinal

O estudo P-Monofer-IBD-01 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado e multicêntrico de não inferioridade, conduzido em 338 pacientes com doença inflamatória intestinal (DII) e anemia ferropriva, randomizados a 2:1 para derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou sulfato de ferro. O principal objetivo do estudo foi demonstrar que o tratamento com Derisomaltose Férrica intravenoso não era inferior ao tratamento com sulfato ferroso, via oral, na diminuição da anemia ferropriva em pacientes com DII, sendo avaliada a capacidade de estimular o aumento da concentração de hemoglobina (Hb).

Os pacientes do grupo Derisomaltose Férrica foram randomizados para infusão de doses únicas máximas de 1000 mg ao longo de 15 minutos ou injeções em bolus de 500 mg ao longo de dois minutos. Uma fórmula de Ganzoni modificada foi usada para calcular a necessidade de ferro intravenoso com uma concentração de Hb pretendida de apenas 13 g/dL, resultando em uma dose média de ferro de 884 mg de ferro elementar em comparação ao ferro de via oral administrado na forma de 100 mg de ferro elementar por via oral duas vezes ao dia por oito semanas (11.200 mg de ferro elementar por via oral no total). O parâmetro de avaliação primário foi a mudança nas concentrações de Hb do valor basal até a oitava semana. O presente estudo demonstrou, na 8ª semana, um aumento na concentração de Hb de uma média de 9,64 g/dL basal para 12,23 g/dL em indivíduos tratados com Derisomaltose Férrica e um aumento de 9,61 g/dL basal até 12,59 g/dL em indivíduos tratados com sulfato ferroso por via oral. O sulfato de ferro demonstrou uma tendência a um aumento mais elevado desde a concentração basal até a 8ª semana neste estudo. Assim, a não-inferioridade não poderia ser estatisticamente demonstrada no parâmetro de avaliação primário. No entanto, o presente estudo relatou que o tratamento com Derisomaltose Férrica foi seguro e eficaz no aumento da Hb (64% dos indivíduos tiveram um aumento de > 2 g/dL). Foi observado um maior aumento na concentração de Hb com doses mais altas de 1.000 mg ou mais sem comprometer a segurança. Assim, em indivíduos com DII, a relação dose-resposta observada com o Derisomaltose Férrica sugere que a demanda real do ferro intravenoso foi subestimada pela fórmula de Ganzoni modificada.

O ensaio foi prolongado por 12 meses em uma subpopulação de 35 pacientes (PMonofer-IBD-01-Ext). 15 pacientes foram redosados uma única vez, 10 pacientes duas vezes, três pacientes três vezes e seis pacientes quatro vezes, com uma dose média cumulativa de 2,2 g em mediana cumulativa de um ano. 17 de 23 pacientes, que tinham uma concentração de hemoglobina > 12,0 g/dL no valor basal, conseguiram manter a Hb > 12,0 g/dL e 4 de 12 pacientes com concentração de Hb < 12 g/dL no valor basal, conseguirem aumentar a concentração para Hb > 12,0 g/dL até o final do estudo aos 12 meses.

Saúde da mulher
Pós-parto

O estudo P-Monofer-PP-01 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado de não inferioridade conduzido em 200 mulheres saudáveis com parto único e hemorragia pósparto (HPP) superior a 700 mL em 48 horas após o parto. Foi conduzido em um único centro. As mulheres foram randomizadas a 1:1 para receber uma dose única de 1.200 mg de derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou tratamento médico padrão (suplementação oral de ferro). O principal objetivo deste estudo foi comparar a eficácia da infusão intravenosa elevada de Derisomaltose Férrica com o tratamento médico padrão em mulheres com hemorragia pós-parto, avaliado como fadiga física. O parâmetro de avaliação primário foi a mudança agregada na fadiga física dentro de 12 semanas pós-parto. A diferença na mudança agregada no escore de fadiga física dentro de 12 semanas pós-parto foi de – 0,97 (p = 0,006), em favor do Derisomaltose Férrica . A administração única de Derisomaltose Férrica foi mais eficaz do que a suplementação oral de ferro para garantir uma rápida melhora na concentração de Hb em mulheres pós hemorragia pós-parto, através do reabastecimento mais rápido dos estoques de ferro e maior disponibilidade de ferro para eritropoiese.

Além disso, tem como vantagem o tratamento mais curto, complacência garantida, menos efeitos colaterais gastrointestinais e alívio potencialmente relevante clinicamente relevante de melhora da fadiga.

Cirurgia
Pacientes não anêmicos submetidos à cirurgia cardíaca

O estudo P-Monofer-CABG-01 foi um estudo duplo-cego, controlado por placebo, randomizado e em único centro de 60 pacientes não anêmicos submetidos à cirurgia cardíaca (revascularização do miocárdio, troca valvar ou ambas combinadas). Os pacientes foram randomizados a l:l para 1.000 mg (máximo de 20 mg/kg) de Derisomaltose Férrica administrados no período pós-operatório por infusões ou administração de infusões de placebo por 4 semanas. O principal objetivo do estudo foi demonstrar que o Derisomaltose Férrica era superior ao placebo, levando a uma menor diminuição da concentração de hemoglobina (Hb) em pacientes não anêmicos, pós cirurgia cardíaca. O parâmetro de avaliação primário foi a avaliação da mudança nas concentrações de Hb do valor basal, considerado o dia anterior ou o dia da cirurgia até a 4ª semana. Houve uma diminuição na concentração de Hb do início até a semana 4 em ambos os grupos de tratamento. A diminuição na concentração de Hb desde o início até a 4ª semana foi significativamente menor no grupo com Derisomaltose Férrica em comparação com o grupo placebo (FAS: p = 0,0124, PP: p = 0,0006). Em conclusão, a diminuição na concentração de Hb do basal para a 4ª semana foi estatisticamente significativa para o grupo com tratamento com Derisomaltose Férrica em comparação com o grupo placebo e a análise secundária mostrou que uma menor proporção de pacientes anêmicos na 4ª semana para o grupo de tratamento com Derisomaltose Férrica .

Doação de sangue
Prevenção de anemia em doadores

P-BD-02

O P-BD-02 foi um ensaio randomizado, duplo-cego, placebo-controlado e de centro único, de infusões de doses-únicas de derisomaltose férrica e placebo em doadoras de sangue do sexo feminino deficientes de ferro. As mulheres foram randomizadas na proporção 1:1 tanto para a derisomaltose férrica quanto para o placebo. O critério de avaliação primário foi medir e comparar a alteração na concentração de hemoglobina a partir do início para logo antes da terceira doação de sangue nos 2 braços do ensaio.

Indivíduos no grupo da derisomaltose férrica (Monofer ® ) receberam uma dose única intravenosa de 1000 mg de derisomaltose férrica por pelo menos 15 minutos. Indivíduos no grupo do placebo receberam soro fisiológico em infusão de dose única de 100 mL por pelo menos 15 minutos. Oitenta e cinco (85) mulheres participaram do ensaio, das quais 43 foram randomizadas para receber a derisomaltose férrica e 42 para receber o placebo. O aumento na concentração de hemoglobina a partir do início para logo antes da terceira doação foi estatisticamente e significantemente superior para a derisomaltose férrica comparado com o placebo (qui-quadrado significa 1,79 vs. 0,54 g/dL; estimativa de diferença de tratamento [95% IC] derisomaltose férrica – placebo 1,25 [0,90; 1,61], p < 0,0001). Em geral, a administração de dose única intravenosa de derisomaltose férrica, quando comparada ao placebo, demonstrou segurança comparável em doadoras de sangue do sexo feminino deficientes em ferro.

Segurança

A segurança do Derisomaltose Férrica foi comprovada por meio dos estudos pré-clínicos, clínicos e da avaliação de segurança pós-mercado, uma vez que o medicamento já vem sendo comercializado em alguns países desde 2015. Os estudos pré-clínicos indicaram que os complexos de ferro foram relatados como sendo teratogênicos e embriocidas em animais gestantes não anêmicas em doses únicas altas superiores a 125 mg de ferro/kg de peso corporal. A dose máxima recomendada no uso clínico é de 20 mg de ferro/kg de peso corporal. Em um estudo de fertilidade com o Derisomaltose Férrica em ratos, não se verificaram efeitos na fertilidade feminina ou no desempenho reprodutivo masculino e nos parâmetros espermatogênicos nos níveis de dose testados.

Dados de segurança foram obtidos de todos os estudos clínicos completos, os quais somaram 1640 pacientes que fizeram uso do Derisomaltose Férrica , mais 89 pacientes que fizeram uso do medicamento nos estudos de farmacocinética e 756 indivíduos que participaram nos grupos comparadores dos estudos. 2972 eventos adversos foram registrados. Os dados de segurança pósmercado foram obtidos por meio de 839 notificações de eventos adversos individuais, sendo 73% consideradas graves e um caso de morte. Os principais eventos adversos listados para o medicamento foram: comuns (afeta menos de 1 usuário em 10 e mais de 1 em 100): náusea, reação cutânea no local da injeção ou próxima a ele, incluindo vermelhidão da pele, inchaço, queimação, dor, hematoma, descoloração, extravasamento para o tecido ao redor do local da infusão, irritação; incomuns (afeta de 1 a 10 usuários em 1.000): reações de hipersensibilidade com potencial falta de ar e broncoespasmo, dor de cabeça, dormência, distorção do paladar, visão turva, perda de consciência, tontura, fadiga, aumento da frequência cardíaca, pressão arterial baixa, pressão arterial alta, dor no peito, dor nas costas, dor nos músculos ou articulações, espasmos musculares, dor de estômago, vômitos, digestão prejudicada, constipação, diarreia, prurido, urticária, erupção cutânea, inflamação na pele, rubor, sudorese, febre, sensação de frio, calafrios, baixo nível de fosfato no sangue, infecção, aumento de enzimas hepáticas, inflamação local de uma veia e raros (afeta de 1 a 10 usuários em 10.000): reações alérgicas graves, rouquidão, convulsões, tremor, estado mental alterado, mal-estar, sintomas semelhantes aos da gripe.

Derisomaltose Férrica só deve ser administrado por equipe treinada para avaliar e gerenciar reações anafiláticas e em ambiente onde com instalações de reanimação completas. Cada paciente deve ser observado quanto a efeitos adversos durante pelo menos 30 minutos após cada injeção de Derisomaltose Férrica . Se ocorrerem reações de hipersensibilidade ou sinais de intolerância durante a administração, o tratamento deve ser interrompido imediatamente. As instalações para reanimação cardiorrespiratória e os equipamentos para o tratamento de reações anafiláticas/anafilactoides agudas devem estar disponíveis, incluindo uma solução injetável de 1:1000 de adrenalina. O tratamento adicional com anti-histamínicos e/ou corticosteroides deve ser administrado como apropriado. Derisomaltose Férrica é contraindicado para quem possui hipersensibilidade ao princípio ativo, ao Derisomaltose Férrica , ou a quaisquer excipientes da fórmula; em caso de anemia não ferropriva (por exemplo, anemia hemolítica), e sobrecarga de ferro ou distúrbios na utilização de ferro (por exemplo, hemocromatose, hemossiderose).

Monofer® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C).

Após abertura do frasco-ampola deste medicamento ou seu preparo para uso, o mesmo deve ser imediatamente utilizado.

Do ponto de vista microbiológico, a menos que o método de abertura impossibilite o risco de contaminação microbiana, o medicamento deve ser utilizado imediatamente. Se não for usado imediatamente, os tempos e condições de armazenamento em uso são de responsabilidade do usuário.

Prazo de validade após a diluição com cloreto de sódio a 0,9% estéril

Do ponto de vista microbiológico, as preparações para administração parenteral devem ser usadas imediatamente após a dissolução com solução estéril de cloreto de sódio a 0,9%.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do produto

Monofer® é uma solução marrom escura, não transparente. Livre de partículas, contida em um frasco-ampola.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

M.S.: 121100475

Farmacêutica Responsável:
Liliana R. S. Bersan
CRF-SP nº 19167

Registrado por:
Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.
Rua Alexandre Dumas, 1860
CEP 04717-904 – São Paulo – SP
CNPJ nº 61.072.393/0001-33

Fabricado e Embalado (embalagem primária) por:
Wasserburger Arzneimittelwerk GmbH.
Herderstrasse – Alemanha

Embalado (embalagem secundária) por:
Solupharm Pharmazeutische
Erzeugnisse GmbH – Alemanha

Importado por:
Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.
Rodovia Presidente Castelo Branco, nº 32501, km 32,5
CEP 06696-000 – Itapevi – SP

Monofer® – registrado sob licença de: Pharmacosmos A/S

Uso restrito a hospitais.

Venda sob prescrição médica.